Lesões benignas e malignas do nariz e dos seios da face, diagnosticadas com endoscopia, biópsia e imagem, e tratadas na maioria dos casos por remoção endoscópica, sem cortes na face, com equipe multidisciplinar quando há câncer.
O nariz e os seios da face formam cavidades cercadas por órbita, base do crânio e dentes. Um tumor que cresce ali costuma dar poucos sintomas no início, quase sempre de um lado só, e por isso é frequentemente confundido com sinusite ou pólipo comum.
Os tumores benignos mais frequentes são o papiloma invertido, o angiofibroma nasofaríngeo juvenil, osteomas e a displasia fibrosa. Entre os malignos estão o carcinoma espinocelular, o adenocarcinoma, o carcinoma adenoide cístico, o estesioneuroblastoma e o melanoma mucoso, entre outros tipos raros.
A avaliação começa com endoscopia nasal no consultório, tomografia e ressonância, que mostram a extensão da lesão e sua relação com a órbita e a base do crânio. A biópsia define o tipo de tumor e orienta o tratamento. Nos tumores vasculares, como o angiofibroma, a biópsia é evitada e o diagnóstico é feito por imagem.
Na maioria dos tumores benignos e em boa parte dos malignos, a remoção completa é possível por via endoscópica, com margens adequadas e sem incisões externas. Nos casos oncológicos, o plano é definido em conjunto com cirurgia de cabeça e pescoço, oncologia e radioterapia, e pode incluir tratamentos complementares após a cirurgia.
Isoladamente, cada um deles é comum e geralmente benigno. A combinação, a persistência e o fato de acometer apenas um lado são o que pede avaliação.
Endoscopia nasal, tomografia e ressonância para mapear a lesão; biópsia para definir o tipo de tumor, exceto nas lesões vasculares.
ConsultórioDefinição da extensão da cirurgia e das margens. Nos casos malignos, discussão com oncologia, radioterapia e cirurgia de cabeça e pescoço; no angiofibroma, embolização prévia.
MultidisciplinarRemoção da lesão pelo nariz, com navegação quando necessário, e reconstrução das áreas envolvidas. Em casos selecionados, acesso combinado.
Anestesia geralRetornos com endoscopia e exames de imagem por anos, para detectar precocemente qualquer recidiva. Tratamentos complementares quando indicados.
Longo prazoA recuperação depende da extensão da ressecção. Na maioria dos tumores benignos, ela é semelhante à de uma cirurgia de sinusite; nos casos maiores, com reconstrução, segue cuidados próximos aos da cirurgia de base do crânio.
Conteúdo educativo. A conduta é sempre individual.
Não. A maioria das lesões nasais é benigna, como pólipos, papilomas e osteomas. Ainda assim, lesões de um lado só precisam ser investigadas com biópsia, porque alguns tumores malignos se parecem com pólipos no início.
Pode. O papiloma invertido tem tendência a recidivar quando a remoção não é completa, e em uma pequena parcela dos casos se associa a carcinoma. Por isso a cirurgia busca remover a base de implantação com margem e o seguimento com endoscopia é mantido por anos.
Somente nos tumores malignos, e dependendo do tipo e do estadiamento. A decisão é tomada em discussão multidisciplinar com oncologia e radioterapia após a cirurgia e o resultado da patologia.
O angiofibroma nasofaríngeo juvenil é um tumor benigno, muito vascularizado, típico de meninos adolescentes. O tratamento é cirúrgico, por via endoscópica na grande maioria dos casos, geralmente precedido de embolização para reduzir o sangramento. A biópsia não deve ser feita antes.
Na via endoscópica, não há cortes externos e o formato do rosto é preservado. Apenas em tumores muito extensos pode ser necessário um acesso combinado, planejado com antecedência e discutido com o paciente.