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Tumores nasossinusais

Lesões benignas e malignas do nariz e dos seios da face, diagnosticadas com endoscopia, biópsia e imagem, e tratadas na maioria dos casos por remoção endoscópica, sem cortes na face, com equipe multidisciplinar quando há câncer.

  • Diagnóstico com biópsia e imagem
  • Discussão multidisciplinar
  • Seguimento de longo prazo
Tomógrafo e exame de imagem sendo analisado
  • Maioria benigna: nem todo tumor nasal é câncer
  • Preservação da função nasal sempre que possível
  • Controle com endoscopia e imagem por anos
O que são

Lesões que crescem em um espaço fechado

O nariz e os seios da face formam cavidades cercadas por órbita, base do crânio e dentes. Um tumor que cresce ali costuma dar poucos sintomas no início, quase sempre de um lado só, e por isso é frequentemente confundido com sinusite ou pólipo comum.

Os tumores benignos mais frequentes são o papiloma invertido, o angiofibroma nasofaríngeo juvenil, osteomas e a displasia fibrosa. Entre os malignos estão o carcinoma espinocelular, o adenocarcinoma, o carcinoma adenoide cístico, o estesioneuroblastoma e o melanoma mucoso, entre outros tipos raros.

Diagnóstico preciso antes de qualquer decisão

A avaliação começa com endoscopia nasal no consultório, tomografia e ressonância, que mostram a extensão da lesão e sua relação com a órbita e a base do crânio. A biópsia define o tipo de tumor e orienta o tratamento. Nos tumores vasculares, como o angiofibroma, a biópsia é evitada e o diagnóstico é feito por imagem.

Tratamento endoscópico e equipe

Na maioria dos tumores benignos e em boa parte dos malignos, a remoção completa é possível por via endoscópica, com margens adequadas e sem incisões externas. Nos casos oncológicos, o plano é definido em conjunto com cirurgia de cabeça e pescoço, oncologia e radioterapia, e pode incluir tratamentos complementares após a cirurgia.

Sinais de alerta

Sintomas que merecem investigação

Isoladamente, cada um deles é comum e geralmente benigno. A combinação, a persistência e o fato de acometer apenas um lado são o que pede avaliação.

Obstrução nasal de um ladoNariz entupido sempre do mesmo lado, progressivo, que não melhora com medicação.
Sangramento repetidoEpistaxes frequentes ou secreção com sangue, especialmente de uma única narina.
Perda de olfatoRedução ou perda do olfato sem causa aparente, em especial se associada a outros sintomas.
Alterações visuaisVisão dupla, olho saliente ou lacrimejamento de um lado podem indicar lesão próxima à órbita.
Dor ou dormência na faceDor facial persistente, dormência na bochecha ou nos dentes superiores de um lado.
"Pólipo" só de um ladoPólipos nasais costumam ser bilaterais. Uma lesão unilateral deve ser biopsiada antes de ser tratada como pólipo.
Como é o tratamento

Do diagnóstico ao seguimento

1

Diagnóstico

Endoscopia nasal, tomografia e ressonância para mapear a lesão; biópsia para definir o tipo de tumor, exceto nas lesões vasculares.

Consultório
2

Planejamento

Definição da extensão da cirurgia e das margens. Nos casos malignos, discussão com oncologia, radioterapia e cirurgia de cabeça e pescoço; no angiofibroma, embolização prévia.

Multidisciplinar
3

Cirurgia endoscópica

Remoção da lesão pelo nariz, com navegação quando necessário, e reconstrução das áreas envolvidas. Em casos selecionados, acesso combinado.

Anestesia geral
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Seguimento

Retornos com endoscopia e exames de imagem por anos, para detectar precocemente qualquer recidiva. Tratamentos complementares quando indicados.

Longo prazo
Recuperação e cuidados

Depois da cirurgia

A recuperação depende da extensão da ressecção. Na maioria dos tumores benignos, ela é semelhante à de uma cirurgia de sinusite; nos casos maiores, com reconstrução, segue cuidados próximos aos da cirurgia de base do crânio.

  • Lavagens nasais e retornos para limpeza das crostas
  • Evitar esforço e não assoar o nariz nas primeiras semanas
  • Resultado da patologia revisado em consulta, com definição do seguimento
  • Controle periódico com endoscopia e imagem, por anos
Riscos e limitações: sangramento, infecção, alterações do olfato, lesão de estruturas vizinhas e recidiva são possíveis e variam com o tipo e a extensão do tumor. São discutidos em detalhe antes da cirurgia.
Dr. Ricardo Dolci à mesa do consultório
Decisão compartilhadaTipo de tumor, extensão e opções explicados com calma antes de qualquer cirurgia.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre tumores nasais

Conteúdo educativo. A conduta é sempre individual.

Todo tumor no nariz é câncer?

Não. A maioria das lesões nasais é benigna, como pólipos, papilomas e osteomas. Ainda assim, lesões de um lado só precisam ser investigadas com biópsia, porque alguns tumores malignos se parecem com pólipos no início.

O papiloma invertido pode voltar?

Pode. O papiloma invertido tem tendência a recidivar quando a remoção não é completa, e em uma pequena parcela dos casos se associa a carcinoma. Por isso a cirurgia busca remover a base de implantação com margem e o seguimento com endoscopia é mantido por anos.

Vou precisar de radioterapia ou quimioterapia?

Somente nos tumores malignos, e dependendo do tipo e do estadiamento. A decisão é tomada em discussão multidisciplinar com oncologia e radioterapia após a cirurgia e o resultado da patologia.

Meu filho adolescente tem angiofibroma. Como é o tratamento?

O angiofibroma nasofaríngeo juvenil é um tumor benigno, muito vascularizado, típico de meninos adolescentes. O tratamento é cirúrgico, por via endoscópica na grande maioria dos casos, geralmente precedido de embolização para reduzir o sangramento. A biópsia não deve ser feita antes.

A cirurgia muda o formato do rosto?

Na via endoscópica, não há cortes externos e o formato do rosto é preservado. Apenas em tumores muito extensos pode ser necessário um acesso combinado, planejado com antecedência e discutido com o paciente.