Procedimentos

Cirurgia endoscópica do nariz, dos seios da face e da base do crânio

Todas as cirurgias são realizadas pelo nariz, com endoscópio e sem cortes externos. A técnica permite tratar desde a sinusite que não responde ao tratamento clínico até tumores que alcançam a base do crânio, preservando estruturas nobres e com recuperação mais rápida.

  • Via endonasal, sem cicatrizes
  • Navegação cirúrgica quando indicada
  • Equipe com neurocirurgia
Dr. Ricardo Dolci de jaleco, de braços cruzados
  • Anestesia geral na maioria das cirurgias
  • Sem tamponamento convencional na maioria dos casos
  • Hospitais de referência em São Paulo
  • 01 Base do crânioTumores de hipófise, fístulas liquóricas e meningoencefaloceles
  • 02 TumoresPapiloma invertido, angiofibroma e tumores malignos nasossinusais
  • 03 Sinusite e póliposRinossinusite crônica refratária e polipose nasal
  • 04 RevisionalReoperações e sintomas que persistiram após cirurgia
Áreas de maior complexidade

Quatro áreas em que a especialização faz diferença

Cada uma tem página própria, com indicações, etapas da cirurgia, recuperação e dúvidas frequentes.

Ressonância magnética da base do crânio 01
Com a neurocirurgia

Cirurgia endoscópica da base do crânio

Acesso pelo nariz a tumores e lesões localizados entre a cavidade nasal e o cérebro. Evita a abertura do crânio e incisões na face, com recuperação geralmente mais rápida. Realizada por dois cirurgiões, otorrinolaringologista e neurocirurgião, trabalhando ao mesmo tempo.

  • Adenomas de hipófise
  • Fístulas liquóricas
  • Meningoencefaloceles
  • Meningiomas e cordomas selecionados
Tomógrafo e exame de imagem 02
Benignos e malignos

Tumores nasossinusais

Lesões que crescem no nariz e nos seios da face, muitas vezes descobertas por obstrução nasal de um lado só ou sangramentos repetidos. O tratamento começa pelo diagnóstico preciso e, na maioria dos casos, a remoção pode ser feita por via endoscópica, com preservação da função nasal.

  • Papiloma invertido
  • Angiofibroma juvenil
  • Osteomas e displasia fibrosa
  • Tumores malignos, com equipe oncológica
Endoscopia nasal no consultório 03
Doença inflamatória

Sinusite crônica e polipose nasal

Quando os sintomas persistem por meses apesar do tratamento clínico bem feito, a cirurgia endoscópica funcional abre as vias de drenagem dos seios da face e remove os pólipos. Em casos selecionados, medicamentos imunobiológicos entram como complemento ou alternativa.

  • Rinossinusite crônica refratária
  • Polipose nasal
  • Sinusite fúngica
  • Doença associada à asma e à aspirina
Dr. Ricardo Dolci analisando exames à mesa do consultório 04
Já operado

Cirurgia revisional

Para quem já passou por cirurgia nasal e continua com sintomas, teve recidiva de pólipos ou apresentou complicações. A anatomia alterada pede reavaliação cuidadosa, tomografia recente e, quase sempre, navegação cirúrgica para operar com segurança.

  • Sintomas persistentes após cirurgia
  • Recidiva de pólipos
  • Sinéquias e estenose do seio frontal
  • Mucoceles e complicações
Outros procedimentos

Também tratados por via endoscópica

Condições frequentes do nariz e das estruturas vizinhas, operadas com a mesma técnica e, quando necessário, em conjunto com a oftalmologia.

Desvio de septo e obstrução nasal

Septoplastia e redução das conchas nasais para quem respira mal pelo nariz, ronca ou tem sono de má qualidade por obstrução. Geralmente combinada à cirurgia dos seios quando há sinusite associada.

Sangramento nasal recorrente

Epistaxes repetidas ou de difícil controle, tratadas com cauterização endoscópica ou ligadura da artéria esfenopalatina. Inclui a investigação de causas como hipertensão, anticoagulantes e lesões vasculares.

Fístula liquórica

Saída de líquido claro pelo nariz por uma comunicação entre o crânio e a cavidade nasal, espontânea, após trauma ou cirurgia. O fechamento endoscópico evita a meningite e dispensa a abertura do crânio.

Dacriocistorrinostomia endoscópica

Para lacrimejamento constante e infecções do saco lacrimal causados por obstrução da via lacrimal. Cria-se uma nova passagem para a lágrima pelo nariz, sem corte na pele, em parceria com a oftalmologia.

Descompressão orbitária

Indicada na orbitopatia de Graves com olhos salientes, dor ou risco à visão. A remoção endoscópica de paredes da órbita alivia a pressão sobre o olho e o nervo óptico, com acompanhamento conjunto da oftalmologia e da endocrinologia.

Sinusite fúngica

Bola fúngica e rinossinusite fúngica alérgica, condições em que fungos se acumulam dentro dos seios da face. A remoção endoscópica completa é o tratamento principal, seguida de acompanhamento para evitar recidivas.

Como é a cirurgia endoscópica

Da avaliação à recuperação

O caminho é parecido em todos os procedimentos; o que muda é a extensão da cirurgia e o tempo de recuperação.

Agendar avaliação
1

Avaliação e exames

Consulta com endoscopia nasal e análise da tomografia ou ressonância. Define-se se há indicação cirúrgica ou se o tratamento clínico ainda pode resolver.

Consulta
2

Planejamento

Escolha da técnica, do hospital e da equipe. Nos casos de base do crânio, planejamento conjunto com a neurocirurgia; navegação cirúrgica quando a anatomia exige.

Equipe e hospital
3

Cirurgia

Sob anestesia geral, inteiramente pelo nariz, com endoscópio de alta definição. Na maioria dos casos não há tamponamento convencional e a alta ocorre no mesmo dia ou no dia seguinte.

Sem cortes externos
4

Recuperação

Lavagens nasais, medicação e retornos com endoscopia para limpeza. A equipe permanece disponível para dúvidas e intercorrências durante todo o período.

Acompanhamento
Dúvidas frequentes

Antes de decidir pela cirurgia

Respostas gerais, com caráter educativo. A indicação e os detalhes de cada procedimento são definidos na consulta.

A cirurgia endoscópica dói? Como é a anestesia?

As cirurgias são feitas sob anestesia geral, com o paciente dormindo e sem dor durante o procedimento. No pós-operatório, o desconforto costuma ser leve a moderado, mais parecido com um resfriado forte do que com uma dor cirúrgica, e é controlado com analgésicos comuns.

Vou precisar de tamponamento nasal?

Na maioria dos casos, não. Quando necessário, usam-se materiais absorvíveis ou de retirada simples no consultório. O tamponamento de gaze longo, que marcou a cirurgia nasal de outras épocas, raramente é empregado.

Quanto tempo fico internado e quando volto ao trabalho?

Nas cirurgias de sinusite, septo e tumores benignos, a alta costuma ocorrer no mesmo dia ou no dia seguinte, com retorno a atividades leves em cerca de uma semana. Nas cirurgias de base do crânio a internação é maior, geralmente de alguns dias, e o retorno ao trabalho leva algumas semanas. Cada caso recebe uma previsão individual.

Em quais hospitais as cirurgias são realizadas?

Em hospitais de referência de São Paulo que dispõem de centro cirúrgico equipado para endoscopia e navegação, além da Santa Casa de São Paulo. O hospital é definido junto com o paciente, considerando o tipo de cirurgia, o convênio e a necessidade de UTI.

O convênio cobre esses procedimentos?

A maior parte das cirurgias endoscópicas nasais e de base do crânio tem cobertura prevista no rol da ANS, mediante indicação médica e autorização do plano. O atendimento é particular e também por convênios selecionados; a equipe orienta sobre a documentação e os prazos de autorização.

Moro em outra cidade. Consigo organizar tudo em uma viagem?

Na maioria dos casos, sim. Os exames podem ser enviados antes, a primeira conversa pode ser por telemedicina e a consulta presencial, os exames complementares e a cirurgia são programados em sequência, com orientação sobre o tempo de permanência em São Paulo.